terça-feira, 26 de abril de 2011

Fisheries and Oceans ordered to pay $80,000 in killer whale court case



Photograph by: Dave Ellifrit, Reuters






The Federal Court of Canada ordered the federal fisheries department Tuesday to pay Ecojustice $80,000 in court costs in a case in which Ottawa last Dec. 7 was found to not be protecting critical habitat of resident killer whales as required under the Species At Risk Act.

Justice James Russell ordered the payment, in part, because the fisheries department had taken an "unjustifiably evasive and obstructive approach to these proceedings for no other purpose than to thwart the Applicants' attempts to bring important public issues before the Court which the Respondents had failed to clarify.

"This has resulted in substantial and unnecessary difficulty and expense to the Applicants, and unnecessarily lengthened and complicated the proceedings."

Ecojustice executive director Devon Page said in response that federal fisheries was "almost bizarrely obstructive in our legal case to identify and protect orca habitat and got spanked for it."

The $80,000 covers legal fees incurred by nine environmental groups, including Sierra Club, David Suzuki Foundation, and Greenpeace, who hired Ecojustice to fight their case.

lpynn@vancouversun.com

Mayor Ed Lee Eats Shark's Fin Soup - Prefeito Ed Lee come sopa de barbatana de tubarão.


The typically nonconfrontationalMayor Ed Lee stepped out of his mold this morning and confronted a contentious issue head on: the proposed ban on the import of shark fins across California.

And he has a damn good reason for it -- he eats shark's fin soup.

Assemblymen Paul Fong and Jared Huffman introduced AB 376, which attempts to help prevent shark finning by eliminating demand, in February of this year. AB 376 easily passed the Assembly Committee on Appropriations on April 6 and is now awaiting a vote on the assembly floor.

Chron reporter Heather Knight asked Lee whether he supported the pending legislation, to which he bluntly said no. He said he would rather educate fisherman than enact a blanket ban on shark finning.

"We don't have to be anticultural to get to an enlightened method," Lee tells her.





He then stated he wasn't "supportive of any bans at this point," which, considering this is a ban-happy city, is, in itself, a controversial position for a San Francisco politician to take.



Fonte: http://blogs.sfweekly.com/

sábado, 23 de abril de 2011

Matança crescente ameaça de extinção os botos da Amazônia.




Biólogos e ambientalistas denunciam prática de pescadores que usam carne e ossos do boto cor-de-rosa como isca na Bacia Amazônica.

Associado a antigos mitos e lendas amazônicas, o boto cor-de-rosa corre o risco de virar mesmo apenas história, de acordo com denúncias de biólogos e ambientalistas. A população de botos da região estaria sendo dizimada por pescadores, interessados em usar sua carne e seus ossos como isca para fisgar um peixe chamado piracatinga, muito valorizado em algumas cidades brasileiras e na Colômbia.



Na comunidade de Igarapé do Costa, no Pará, este símbolo da Amazônia é visto pelos pescadores como uma praga. “Ele estraga as redes, come e espanta ospeixes”, reclama um pescador. “Eu meti o arpão em alguns”, confessa outro. A recente reputação de boa isca se soma à lenda que associa o boto cor-de-rosa ao sumiço de pessoas e à gravidez das moças da região.

São histórias locais, cheias de passagens sombrias e referências à magia. “Ele é mau, porque leva as pessoas embora e abusa delas”, diz um habitante. “Sempre digo a minhas filhas e netas que o boto engravida as moças e que elas não devem nunca entrar na água quando estiverem menstruadas. Minha mãe me dizia isso”, afirma a moradora Maria Siqueira.


Assim, esses seres considerados inteligentes e amigáveis acabam vistos como inimigos ameaçadores. Segundo os biólogos, nas últimas décadas, centenas ou milhares de botos foram mortos na Amazônia por causa da pesca da piracatinga, uma das poucas fontes de renda de comunidades paupérrimas. “Às vezes, jogamos a rede na água e passamos uma semana sem pegar um único peixe”, diz Ronan Benício Rego, líder comunitário. “Mas a piracatinga dá para pescar na hora, então, pegamos para alimentar a família. Se não, vamos padecer”, justifica.



“Este foi morto por um pescador, com uma machadinha”, diz o biólogo português Miguel Miguéis, com a cabeça de um boto nas mãos. Ele luta para proteger esses mamíferos. “A população de botos cor-de-rosa diminui a cada ano. A principal ameaça à espécie é essa matança indiscriminada que acontece aqui na Bacia Amazônica, sem nenhum controle. Eles matam porque não há autoridade nesse lugar”, lamenta.


Há dois anos, a equipe do biólogo registrou 250 botos numa reserva perto da cidade. Este ano, somente 50 foram encontrados. Os pesquisadores têm documentado as mortes, na tentativa de chamar a atenção para o problema. Também procuram conversar com os pescadores responsáveis, de modo a orientá-los a manter a fonte de renda, sem matar os botos. Miguéis diz que a carne de porco pode perfeitamente substituir a do boto na hora de pegar a piracatinga.




Ronan Benício Rego alega que os pescadores de Igarapé fizeram a substituição há mais de um ano, mas muitos dizem que a matança continua. A piracatinga pescada nessas águas geralmente vai para mercados de Bogotá, na Colômbia. Num esquema fraudulento, ganha outro nome e é vendida como uma espécie de peixe muito popular e cara, o capaz. “É excelente, muito saboroso. Não tem espinhas, os colombianos gostam muito”, diz o comerciante David Aguirre.




“O consumidor não tem ideia do que está comprando e comendo. E nem sonha que botos estão sendo mortos para servir de isca para esse peixe”, afirma Fernando Trujillo, da Fundação Omacha, um grupo ambientalista de Bogotá. “O boto é um mamífero ameaçado de extinção. Se dependesse de mim, não apoiaria essas práticas”, diz Andrés Garcia, vendedor de peixes.




As autoridades brasileiras dizem que os pescadores estão infringindo a lei e vão apurar se eles têm alguma conexão com o crime organizado colombiano. Em meio às denúncias e promessas de investigação, o biólogo Miguel Miguéis se preocupa ainda com o folclore que envolve o boto. “Se o boto desaparecer, toda a cultura, todas as lendas vão desaparecer, assim como uma parte da Amazônia. Para mim, isso é a coisa mais triste que pode acontecer”, afirma.



Fonte: New York Times
Alexei Barrionuevo, Myrna Domit e Rob Harris

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tubarões, raias e peixes podem sumir em poucos anos, diz estudo.


Japoneses respondem por 80% do consumo mundial do atum-azul pescado no Mediterrâneo e no Atlântico Leste
Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca irregular, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa.
O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.

"As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial", diz o coordenado Kent Carpenter, da IUCN.
Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca intensiva por barcos japoneses.
O Japão responde por 80% do consumo de peixes das duas regiões. O atum-azul, além de ser muito apreciado no preparo de sushi, é comercializado por preços elevados. Um com 342 kg já foi negociado por US$ 396 mil no mercado de Tsukiji, o maior leilão de peixes do país.
A pesca no Mediterrâneo é regulada por tratados das Nações Unidas, a União Europeia e leis individuais assinadas com 21 nações.
Em novembro de 2010, a Comissão Internacional de Conservação de Atum do Atlântico votou pela redução anual de 4% da pesca --de 13.500 toneladas métricas para 12.900.
Os ambientalistas, contudo, afirmam que a medida não é suficiente e defendem a suspensão total da pesca.

Fonte: Folha.com