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quarta-feira, 10 de julho de 2013

JÁ ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE AVISTAMENTO DE BALEIAS JUBARTES: 14 MIL JUBARTES CHEGAM AO BRASIL

A temporada reprodutiva da espécie já teve início e estima-se que aproximadamente 14 mil baleias jubarte cheguem à costa do Brasil para se reproduzir, amamentar e cuidar de suas crias. Elas podem ser avistadas do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas os principais pontos de permanência desses animais são os estados da Bahia e do Espírito Santo, com destaque para a região de Abrolhos,no extremo sul baiano.

Apesar dos milhares de quilômetros que separam a Antártida da América do Sul, mais precisamente do Brasil, as exuberantes baleias jubarte se deslocam todo ano para as águas tropicais do litoral brasileiro com o objetivo de se reproduzir. O maior berço reprodutivo fica em Abrolhos, região costeira do sul da Bahia.
Durante a temporada, de julho a novembro, é possível observar esses gigantescos animais por meio do turismo de observação de baleias, o whalewatching. 

Enquanto turistas se preparam para ver as baleias jubarte, em cruzeiros de turismo, o Projeto Baleia Jubarte, intensifica suas ações de pesquisa e de resgate. É comum neste período do ano o encalhe de jubartes em várias partes da costa brasileira.

No caso de encalhe: o Programa de Resgate do Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras, tem um telefone de emergência que funciona 24 horas para atender os casos de encalhe de baleias, golfinhos, focas ou lobos-marinhos, vivos ou mortos.

Ligações a cobrar também são recebidas. Praia do Forte: (71) 3676-1463 e (71) 8154-2131 / Caravelas: (73) 3297-1340.

Foto: Instituto Baleia Jubarte

Proibição do avistamento de baleias em SC - Veja o passo a passo desta história.

Por Renata Fortes, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil
O Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta o histórico dos fatos relacionados à proibição do avistamento de baleias em Santa Catarina:
Outubro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil recebe denúncia, informando situações de abusos contra as baleias franca no litoral de Santa Catarina, na região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca. Imagens de embarcações atuando sem respeitar o limite de 100 metros de distância, incentivando o toque nas baleias por turistas, e um vídeo em que um filhote é vítima de abalroamento.






Outubro de 2012: o Núcleo de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul do Instituto Sea Shepherd Brasil fazem o avistamento de baleias com embarcação na cidade de Garopaba (SC).
Outubro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil encaminha denúncia para o ICMBio, relatando os fatos que caracterizam molestamento intencional de cetáceos, e requer informações no prazo de 72h sobre as medidas que serão adotadas para fiscalização. Informa, ainda, que atuará judicialmente caso não sejam adotadas medidas urgentes para o cumprimento da legislação.
Novembro de 2012: diante do silêncio do ICMBio, o Instituto Sea Shepherd Brasil ingressa, em 07/11, com uma ação civil pública requerendo que o ICMBio adote medidas para que a legislação de proteção aos cetáceos seja cumprida pelas empresas de turismo de observação; que traga aos autos as autuações por molestamento de baleias feitas pela APA da Baleia Franca nos últimos três anos; que fiscalize as embarcações; que suspenda a atividade de observação de baleias por embarcação, com ou sem motor, até a comprovação pelo réu ICMBio de que as medidas de fiscalização foram adotadas; e que intime a APA da Baleia Franca a comprovar o cumprimento da Portaria nº 117/96 do IBAMA, nos seguintes termos: 1) o cadastramento das embarcações que operam regularmente na Unidade de Conservação, devendo constar o seu registro competente junto ao Ministério da Marinha, nome, tamanho, tipo de propulsão e lotação de passageiros da embarcação, bem como qualificação e endereço de seu responsável ou responsáveis; 2) o número máximo de embarcações cuja operação simultânea seja permitida no interior da unidade de Conservação; 3) quando da existência de áreas de concentração ou uso regular por cetáceos, a(s) rota(s) e velocidade(s) para trânsito de tais embarcações no interior e/ou na proximidade de tais áreas; 4) as mortes de cetáceos ocorridas nos últimos três anos, com a apresentação do respectivo laudo de necropsia.
Novembro de 2012: a Juíza Federal de Laguna (SC) concede todos os pedidos formulados, somente não suspende a atividade de observação de baleias com embarcações, mas determina que o ICMBio proceda a fiscalização e coibição do molestamento de baleias imediatamente.
Dezembro de 2012: o ICMBio informa que as baleias franca deixaram a costa de Santa Catarina um mês antes do previsto, por isso não caberia a suspensão da atividade.
Dezembro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil não recorre ao Tribunal Regional da 4ª Região, diante da informação prestada pelo ICMBio de que não haveriam mais baleias na costa catarinense, e por acreditar que até o retorno das baleias para a próxima temporada (2013), o ICMBio teria tempo suficiente para organizar um plano de ação que coibisse o desrespeito à legislação de proteção aos cetáceos, adotando medidas eficazes.
Fevereiro de 2013: o réu ICMBio apresenta contestação e diversos documentos que foram requeridos pelo Instituto Sea Shepherd Brasil e acatados pela Juíza, principalmente os relativos à Portaria 117/96 do IBAMA. Nessa oportunidade, o ICMBio informa que “a unidade (APA da Baleia Franca) ainda não possui normativas quanto ao número máximo de embarcações cuja operação simultânea é permitida no seu interior, bem como as rotas e velocidades para o trânsito de tais embarcações no interior e/ou na proximidade das áreas de concentração ou de uso regular por cetáceos. Informamos que a Unidade está em construção de seu Plano de Manejo e estas normativas serão construídas na elaboração do mesmo.” Documentos que comprovam que a APA da Baleia Franca não atua administrativamente conforme à legislação, não empreende a fiscalização adequada e não finaliza as denuncias de molestamento de baleias.
O ICMBio traz aos autos também um documento gravíssimo, onde a empresa Base Cangulo expõe a realidade do turismo de observação de baleias com embarcações nas enseadas fechadas da APA da Baleia Franca: “Dadas as denúncias envolvendo a nossa operadora de turismo de observação de baleias embarcado, venho por meio desta solicitar esclarecimentos a respeito de procedimentos de navegação que não são avalizados pela legislação ambiental.” A empresa lista seis situações de risco em que viola a legislação para poder garantir a segurança dos turistas na prática da observação de baleias com embarcações. A APA da Baleia Franca não tomou qualquer atitude para orientar a empresa e, assim, garantir a segurança dos turistas e principalmente dos cetáceos, simplesmente se omitindo.
Março de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta réplica à contestação e análise de todos os documentos juntados pelo ICMBio na ação. Diante da falta de plano de manejo para verificar a viabilidade ambiental da atividade e a manifestação da empresa Base Cangulo que expõe uma situação de sérios riscos para os cetáceos, turistas e embarcações, o Instituto Sea Shepherd Brasil aponta para a necessidade de suspensão da atividade, até que os estudos para verificação da viabilidade ambiental da atividade de observação de baleias por embarcações seja realizado.
Abril de 2013: o Ministério Público Federal apresenta parecer favorável à ação e à suspensão da atividade, até a realização do plano de manejo pela APA da Baleia Franca. Informa, ainda, a existência de outra ação civil pública ingressada em 2005 para obrigar a APA da Baleia Franca a efetivar o plano de manejo, sendo que 50% do valor orçado para realização dos estudos, em torno de 300 mil reais, já teriam sido repassados para a APA da Baleia Franca, e que, contudo, ainda não teriam iniciado os estudos.
Maio de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil requer liminar para suspender a atividade de observação de baleias embarcada: a.1) a SUSPENSÃO IMEDIATA da prática do turismo de observação de baleias com o uso de embarcações, com ou sem motor, nas áreas da unidade de conservação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca e outros locais em que se encontrem Baleias Franca e estejam sob a jurisdição do réu na costa de Santa Catarina, até que hajam estudos técnicos e científicos acerca da viabilidade ambiental da atividade na região, devendo as empresas passarem pelo devido processo de licenciamento ambiental da atividade, bem como o cumprimento da Portaria 117/96 do IBAMA e análise integrada da atividade com o plano de manejo da unidade de conservação.
Diante da atuação irregular da APA da Baleia Franca e do ICMBio, que liberou uma atividade que gera impacto ambiental sem o devido processo de licenciamento e estudos, o Instituto Sea Shepherd Brasil requereu também os estudos e regras para a realização da atividade de observação de baleias por terra, haja vista que as trilhas utilizadas são em áreas de preservação permanente.
Maio de 2013: a Justiça Federal concedeu a liminar para suspender a observação de baleias por embarcações e permitiu a continuidade da atividade por terra. Assim decidiu a Justiça Federal: “Assim sendo, e ante o perigo de que a observação de baleias com uso de embarcações nos limites e zona de amortecimento da APA da Baleia Franca continue sendo realizado enquanto não conhecido seu impacto ambiental, entendo prudente determinar, antecipadamente, a suspensão imediata da observação de baleias-francas com o uso de embarcações, com ou sem motor, nos limites e zona de amortecimento da APA da Baleia Franca nos Município de Garopaba, Imbituba e Laguna, até que haja estudo acerca da viabilidade ambiental da atividade na região, bem como licenciamento ambiental da atividade.”
Maio de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil protocolou pedido junto à APA da Baleia Franca requerendo informações sobre as empresas que realizam a observação por terra, as regras e estudos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Salvando as Baleias Francas dos avitamento indevido em SC

Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) busca preservar a integridade das baleias no litoral catarinense durante o turismo de avistamento

18 MAIO 2013 
O único objetivo do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em mover uma ação de proibição do avistamento de baleias no litoral sul catarinense é manter e preservar a saúde das baleias e seus filhotes. Em nenhum momento o ISSB se posicionou contra a atividade turística. Temos total consciência da importância econômica desta atividade para as comunidades locais, da importância de aproximar a população destes animais (sem perturbá-los) e da importância acadêmica para estudos que visem a conservação desta espécie. Porém, o que foi constatado pelo ISSB é que não existe regulamentação nacional para o licenciamento deste tipo de passeio de avistamento, e, portanto,  este formato de turismo é ilegal e irregular.
No caso da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que abrange os municípios do litoral sul catarinenses (Garopaba, Laguna e Imbituba), tal regulamentação estaria disposta no plano de manejo desta unidade de conservação. Desde a sua criação, em setembro de 2000, este plano de manejo inexiste. No entendimento do ISSB, a falta de um plano de manejo e de uma regulamentação específica para esta atividade turística, nos obriga a fazer ser cumprida as legislações brasileiras vigentes para cetáceos, que são as seguintes:
Lei n° 7643/87 (Clique para ver a lei na íntegra)
Art. 1° Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espécie de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras.
Portaria 117/1996 IBAMA (Clique para ver a portaria na íntegra)
Art. 2° É vedado a embarcações que operem em águas jurisdicionais brasileiras:
a) aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de cem metros de distância do animal mais próximo;
b) religar o motor antes de avistar claramente a(s) baleia(s) na superfície ou a uma distância de, no mínimo, cinqüenta metros da embarcação;
c) perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de trinta minutos, ainda que respeitadas as distâncias supra estipuladas;
d) interromper o curso de deslocamento de cetáceo(s) de qualquer espécie ou tentar alterar ou dirigir esse curso.
Instrução Normativa 102/2006 – Observação (Clique para ver a instrução normativa na íntegra)
Art. 1° Estabelecer restrições às atividades náuticas específicas em setores da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca durante os meses de junho a novembro nos termos desta instrução normativa.
Art. 2° Nestes setores ficam vedadas as seguintes atividades náuticas por embarcações motorizadas: 
I – o transporte de passageiros com finalidade turística, mediante pagamento ou não; 
II – a prática e apoio a qualquer forma de esporte náutico; e, 
III – Atividades recreativas em geral
Para Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB, “o Instituto Sea Shepherd Brasil é favorável ao turismo de observação de baleias no litoral brasileiro, desde que ocorra a definição de critérios de segurança para a atividade turística e que haja a correta fiscalização, em atenção à lei de proteção aos cetáceos. A inexistência de qualquer estudo de impacto ambiental da atividade turística, nos limites e zona de amortecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, foi outro fator determinante para a concessão da decisão liminar”.
Caso ainda haja dúvidas sobre as atividades ilegais de avistamento de baleias, confira as fotos e vídeos abaixo:
Distância de 100m não respeitada

Distância de 100 m não respeitada. A baleia estaria embaixo da embarcação?

Irregularidade. Animais sendo tocados.

Distância de 100 m não respeitada.

Distância de 100 m não respeitada. Tentativa do turista de tocar a baleia.

Distância de 100 m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html

Distância de 100m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Espécie de baleia-bicuda é filmada viva pela primeira vez


Animal é considerado recluso e raramente é visto na superfície. Ele tem um bico parecido com o do golfinho e cores preta e creme.



Uma rara baleia-bicuda-de-Sheperd foi filmada viva pela primeira vez em Portland, na Austrália. A espécie, bastante reclusa, tem as cores preta e creme e bico parecido com o do golfinho. Até 12 animais foram encontrados por pesquisadores da Divisão Australiana da Antártida no mês passado. (Foto: Reuters / Mike Double / Australian Antarctic Division / Handou)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Espécie rara de baleia é encontrada morta em Cidreira, RS


Animal foi localizado por um grupo de pesquisadores.
A baleia mede quase seis metros e pesa cerca de uma tonelada e meia.


Baleia mede quase seis metros e pesa cerca de uma tonelada e meia (Foto: Paulo Ott/Gemars, Divulgação)
Uma espécie rara de baleia foi encontrada morta no final da tarde desta terça-feira em Cidreira, Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O animal, que pertence à família dos cetáceos, é conhecida como baleia-bicuda-de-Cuvier (Ziphius cavirostris). Ela já estava quase na areia quando foi localizada pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), informaram pesquisadores.
Segundo Paulo Henrique Ott, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e pesquisador do Gemars, o animal mede quase seis metros e pesa cerca de uma tonelada e meia.
- Eu trabalho há 20 anos com pesquisa e nunca tinha visto esse animal aqui no Rio Grande do Sul. Agora poderemos conhecer um pouco mais sobre os hábitos da espécie - afirmou.
Os pesquisadores farão uma série de análises com o animal antes de enterrá-lo na praia. De acordo com Ott, as baleias de bico, da família Ziphiidae, têm hábitos oceânicos e vivem em águas profundas e muito distantes da costa.
- Esse tipo de cetáceo é tão raro que temos poucas informações sobre ele. A partir dessa baleia, vamos tentar entender os motivos que a trouxeram até aqui - disse Ott.
Segundo o pesquisador, o animal não estava preso a redes de pesca.

Fonte G1

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Filhote de baleia é encontrado em praia no RS


Animal foi encontrado morto durante a madrugada desta quarta. Instituto afirma se tratar de baleia franca, comum na região.

Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada desta quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa (RS), foi retirado durante a manhã da praia.


Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada de quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa, foi retirado durante a manhã (Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS



Segundo o Instituto Baleia Jubarte, inicialmente a baleia foi identificada como jubarte, mas pesquisadores afirmaram se tratar de uma espécie da baleia franca, mais comum na região.
O animal foi encontrado morto. Ainda não há informações sobre o motivo do encalhe ou a causa da morte do filhote.

Bombeiros encontram filhote de baleia morto em praia de Niterói


Segundo a corporação, animal é da espécie Jubarte. Filhote pode ter se perdido da mãe durante uma maré forte.



Bombeiros do Grupamento Marítimo de Itaipu encontraram nesta terça-feira (9), um filhote de baleia morto na Praia de Camboinhas, em Niterói, na Região Metropolitana. As informações foram confirmadas pelo próprio grupamento.
Segundo os bombeiros, o animal, que é da espécie Jubarte, foi examinado por biólogos e em seguida retirado do local por agentes da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói. Os agentes acreditam que o filhote tenha se perdido da mãe durante uma forte maré.
Fonte: G1

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Baleias misteriosas ficam em silêncio em águas rasas para evitar predadores


Cientistas que pesquisam as misteriosas baleias de bico de Blainville publicaram um estudo no qual concluem que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.

                                       Baleias usam silêncio para evitar predadores (Foto: NOAA)

A pesquisa, publicada na revista científicaMarine Mammal Science, é uma das primeiras a registrar como essas baleias se comunicam.
Os pesquisadores também gravaram sons produzidos pelas baleias quando nadam em grandes profundidades.

Enigmática
A espécie Mesoplodon densirostris tende a habitar regiões profundas dos oceanos, formando grupos pequenos, que não ultrapassam dez indivíduos.
Além do bico característico, ela possui dentes, alcança até cinco metros de comprimento e pesa, quando adulta, cerca de 800 kg.
Tímidos e discretos, esses cetáceos (ordem dos mamíferos formada por animais adaptados à vida aquática) evitam embarcações, o que dificulta seu estudo e lhes dá um caráter enigmático.

Estudo
A pesquisadora Natacha Aguilar, da Universidade de La Laguna, em Tenerife (Espanha), e seus colegas da Woods Hole Oceanographic Institution, em Massachusetts (EUA), e da Universidade Aarhus, na Dinamarca, conectaram dispositivos de escuta em oito baleias de bico de Blainville.
Os animais foram monitorados durante 102 horas.
Os aparelhos gravaram sons produzidos pelas baleias quando vinham à tona para respirar e nadavam próximo da superfície, e também quando os mamíferos mergulhavam em profundidades de até 900 metros.
Os resultados mostraram que a espécie fica silenciosa quando nada a profundidades de cerca de 170 metros.
As baleias também permanecem silenciosas quando estão subindo à tona após seus mergulhos - uma jornada que pode levar até 19 minutos.
A equipe acredita que este comportamento tenha a função de evitar que as baleias sejam detectadas por seu predador, as temidas orcas (Orcinus orca), também conhecidas como “baleias assassinas”.
As orcas tendem a circular em águas rasas e se alimentam de várias espécies de baleias.
Ao se "esconder" dessa maneira, a baleia de bico de Blainville adotaria uma estratégia efetiva de evitar sua predadora, já que a espécie não é capaz de nadar mais rápido do que a orca e não possui outras defesas contra ela.
Ainda assim, o comportamento surpreendeu os cientistas, que imaginavam que os animais continuariam em contato para manter seus vínculos sociais, especialmente porque tendem a nadar em grupos coesos.
"Para um grupo que vive em sociedades tão coesas e coordena suas atividades, ficar em silêncio perto da superfície é um comportamento inesperado que contrasta bastante com o de outras baleias dentadas", afirmaram os pesquisadores em seu artigo.
Sons
Quando nadavam a mais de 450 metros de profundidade, as baleias emitiam diversos tipos de sons que permitiam não apenas que se comunicassem, mas que também se orientassem no espaço e procurassem suas presas, afirma a pesquisa.
Segundo os cientistas, alguns dos sons registrados - que eles descrevem como apitos e uma série de sons estridentes - nunca haviam sido gravados antes.
A equipe acredita que os sons em série tenham o papel de coordenar os movimentos dos membros do grupo à medida que se dispersa no final do mergulho, para caçar.

Fonte: BBC

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Litoral capixaba receberá cerca de 10 mil Jubartes somente este ano




As baleias Jubarte estão chegando ao Estado desde junho do ano passado, mas a morte de uma delas esta semana, em Nova Almeida, Serra, despertou a atenção dos especialistas e populares para mais uma temporada da espécie no litoral capixaba. Segundo o Instituto Orca, são esperadas 10 mil baleias da espécie no litoral capixaba na temporada deste ano.
A proibição à caça de baleias fez bem àquelas que visitam o litoral brasileiro. Segundo o fundador do Instituto Orca, Lupércio Araújo, é notório o crescimento da população e, mais ainda, que é no litoral capixaba, mas precisamente na região do Banco de Abrolhos, que abrange parte do norte do Estado até o sul da Bahia, o lugar que a espécie escolheu para se reproduzir ou criar seus filhotes.  Mas, infelizmente, é essa região também a preferida das indústrias de petróleo e pesca.
Outra região escolhida pelas baleias é a Ilha de Trindade, distante 1.200 quilômetros a leste da costa capixaba. Entre inúmeras explicações, a mais citada entre os especialistas é que mães Jubartes procuram aqui um ambiente mais quente do que as águas subantárticas, especialmente regiões com recifes de coral, para criarem com segurança os seus filhotes.
Ao mesmo tempo em que a notícia é positiva, também preocupa quem trabalha com o estudo e o resgate destes animais. Só no Espírito Santo morreram 42 baleias Jubartes em 2010. O mesmo ocorreu também na costa da Austrália e da África, levantando inúmeras suspeitas sobre as mortes, mas ainda nenhuma conclusão definida.
"É sabido que a atividade de sísmica, que é proibida nesta época e, mesmo assim, acaba por vezes ocorrendo, pode desorientar e até matar as baleias, assim como também é um risco o atropelamento por embarcações e os ruídos que elas geram. Das mortes ocorridas no ano passado, porém, foram isolados os casos onde pudemos constatar resquícios de redes de pesca, sinais de trombadas ou outro sintoma que indique a influência da atividade humana nas mortes", ressaltou Lupércio Araújo.
As informações sobre as mortes no Estado ficam ainda mais reticentes devido à falta de estrutura para resgatar as baleias encontradas mortas no litoral capixaba. Manipular, examinar, efetuar uma necropsia em cima de uma pedra, ou mesmo correr o risco de uma onda deslocar a baleia sob o profissional são obstáculos enfrentados, comenta Lupércio. Desencalhar baleias vivas também é outro episódio que dificilmente ocorre.
No caso da primeira baleia Jubarte encontrada no litoral capixaba este ano, que morreu nessa terça-feira (19), segundo Lupércio, provavelmente já se aproximou da costa por estar doente ou com ferimentos. “Ela se prendeu às pedras em um local de difícil acesso para a remoção. Isso aconteceu por volta das 17h e ela morreu por volta das 5h ainda presa às pedras”, contou Lupércio.
Apesar de contar com o apoio de algumas empreiteiras, a dificuldade, explica ele, é a falta de estrutura das próprias prefeituras. “Ás vezes solicitamos um tipo de trator e nos mandam outro e já sabemos que este não irá resolver, o que prejudica o resgate ou remoção do corpo da baleia da região. Agora, imagine um animal de 40 até 50 toneladas se decompondo na praia. Essa falta de recursos, além de impedir que a causa da morte possa ser estudada, gera um problema sério de saúde pública", alertou.
O quadro no Estado retrata falta de estrutura não apenas das prefeituras capixabas, mas também a pouca atenção dada pelo poder público à causa que se sobrepõe, inclusive, à questão ambiental, já que a morte de uma baleia pode não apenas gerar mau cheiro e inviabilizar a área para banho, mas também gerar doenças à população. No Espírito Santo não há também locais para a destinação das baleias mortas, já que essas não podem ser enterradas nem na praia e nem em locais onde há recursos d’água, devido ao risco de contaminação do solo.
As baleias Jubartes começam a chegar ao litoral capixaba no mês de junho e começam o retorno de sua jornada de outubro até novembro. A época onde há maior quantidade de espécies no Estado é entre os meses de agosto e setembro.
Omissão
Ao contrário de outros estados, onde a presença abundante de baleias é explorada, inclusive de forma turística, com a criação de mirantes e informações sobre as espécies - como é o caso de Santa Catarina -, no Estado, a proposta de criação de um Centro de Pesquisa, Manejo e Conservação de Animais Marinhos ainda não saiu do papel. Em fevereiro de 2010, a principal reivindicação era para que o governo viabilizasse uma área próxima ao mar para a implantação do centro. O local previsto é o antigo Radium Hotel, em Guarapari, conforme indicação feita pelo deputado Hércules Silveira (PMDB) na ocasião.
Entretanto, a proposta foi elaborada pelo próprio Instituto Orca, organização sem fins lucrativos, que trabalha com pesquisa e conservação marinha. É o instituto quem cuida, há anos, de forma voluntária, dos casos de encalhes de baleia, morte ou acidentes com golfinhos no litoral capixaba.
A criação de um centro é também reivindicação antiga dos ambientalistas capixabas, que cobram ainda viabilidade de  uma área próxima ao mar para a implantação do centro, levando em conta o alto número de acidentes com baleias e golfinhos no Estado.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Baleia "agradece" aos homens que a salvaram


Uma baleia, que se encontrava em risco de morrer, foi libertada das redes de pesca por três homens e "agradeceu" o resgate com uma exibição deslumbrante de saltos. Veja o vídeo
Um grupo de observadores de baleias deparou-se com o animal preso nas redes, na costa da Califórnia, e decidiu entrar na água para ajudar o animal.







Michael Fishbach, um dos observadores, mergulhou na água e com algum esforço começou a cortar as redes que prendiam as barbatanas e a cauda da baleia. "A visão desta enorme criatura presa e tão perto da morte foi quase esmagadora", afirmou o observador.
Os três homens, que estiveram cerca de uma hora de volta do animal a tentar libertá-lo, conseguiram por fim retirar todas as redes de nylon que prendiam a baleia.

O desempenho dos observadores permitiu a libertação da baleia que começou rapidamente a nadar premiando, durante a hora seguinte, os que a salvaram com um deslumbrante espetáculo de mergulhos e saltos.
Um forma de agradecimento aos salvadores ou apenas uma manifestação de alegria da baleia, por estar livre e viva.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

III Whale Watch Sea Shepherd RJ em Abrolhos

O III Whale Watch Sea Shepherd RJ em Abrolhos, será nos dias 16 a 19 de setembro de 2011 a bordo do Titan.

Valor do pacote Titan com Mergulho 4 dias 3 pernoites : R$ 1500,00 pp + 81,00 do ingresso do IbamaPacote sem Mergulho 4 dias 3 pernoites : R$ 1000,00 pp + 81,00 do ingresso do IbamaO pagamento pode ser feito em até 3 x no cheque, avista / 30 / 60.Qualquer dúvida entre em contato por aqui pelo Face, ou e-mail: contatorj@seashepherd.org.br
O Titan irá zarpar do cais da cidade de Caravelas as 08:00 h irá pernoitar no arquipélago por 1 / 2 ou 3 noites com todas as refeições servidas na embarcação e inclusas no pacote (café da manha, almoço, lanche e jantar) assim como as roupas de cama e banho. Mediante uma prévia autorização, fazemos uma visita a Ilha da Marinha onde visitamos o farol e tiramos belas fotos dos Atobas passaros muito dóceis que vivem na região.
Chegamos novamente ao cais de Caravelas as 18:00h.Nosso barco é do tipo Trawler com capacidade para 16 pessoas em pernoite,com 74 pés, 07 cabines, infra estrutura de recargas de cilindros, tripulação completa com capitão, mestre, marinheiro, cozinheiro e staff de mergulho com instrutores .



Brasil defende ideia de criar reserva de baleias no Oceano Atlântico Sul


Junto com a Argentina, país quer conservar espécies da caça comercial.Debate sobre o tema ocorre em reunião da Comissão Baleeira Internacional


Imagem de baleia-franco-austral dando saltos em reserva especial na Patagônia Argentina. (Foto: Maxi Jones/Reuters)

Criar grandes zonas protegidas onde as baleias possam viver sem medo dos arpões, mesmo que a moratória vigente sobre a caça de cetáceos seja suspensa, é o objetivo de países como Brasil e Argentina, conscientes de seu potencial turístico.
Durante a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que ocorre até quinta-feira (14) na ilha de Jersey, Brasil e Argentina colocaram novamente na agenda do dia um projeto de refúgio para o Atlântico Sul, que se somaria a duas grandes reservas já existentes, no Oceano Índico (desde 1979) e no Oceano Austral (1994).
"A finalidade de uma reserva é fortalecer a moratória. Se um dia ela se abrir, serão conservadas grandes porções de oceanos fechadas à caça comercial", explica Vincent Ridoux, membro do comitê científico da CBI, a única instância de gestão dos grandes cetáceos.
No entanto, há poucas probabilidades de que esta proposta seja adotada neste ano, já que "isso faz parte das coisas que os japoneses rejeitam sistematicamente", destacou Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.
O Japão continua capturando todos os anos pequenos rorquais na reserva do Oceano Austral, no âmbito de sua caça chamada científica, diante da ira dos defensores dos cetáceos. "Para nós, o mais importante é enviar um sinal político e conservar o tema na agenda do dia", destacou o responsável da delegação brasileira, Marcus Paranagua.
Uma reserva no Atlântico Sul seria útil para "ao menos sete espécies, entre as quais encontram-se a baleia azul, a baleia jorobada, a baleia franca e o rorqual comum", segundo Javier Rodríguez, um professor de biologia da Costa Rica e fundador da Fundação Promar.
Nova reserva
A criação de uma nova grande reserva no Atlântico Sul, cujo trecho iria do Equador até os limites do Oceano Austral, permitiria sem dúvida proteger de forma mais eficaz as baleias que percorrem milhares de quilômetros.
"A baleia jorobada, por exemplo, passa sua temporada de reprodução nas águas quentes, e depois sua temporada de alimentação nas águas frias, o que significa que o refúgio do Oceano Austral não é suficiente para esta espécie", explicou Willie McKenzie, militante britânico do Greenpeace. "Ao criar uma reserva maior, você protege todo o ciclo vital da baleia", acrescentou.
Além da simples preservação das baleias, o "objetivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul", é também "desenvolver uma atividade turística sobre uma população de baleias com boa saúde", lembrou Vincent Ridoux, referindo-se à observação destes cetáceos.
Para muitos países que não são caçadores, as baleias permitem em primeiro lugar atrair os turistas. Segundo um estudo, o primeiro deste tipo, apresentado durante a reunião da CBI em Agadir, em 2010, esta atividade poderia arrecadar potencialmente 3 bilhões de dólares anuais e criar 24 mil empregos no mundo.
Esta perspectiva também explica a razão de, regularmente há cerca de 10 anos, os sul-americanos apoiarem este projeto, que para ser adotado deve obter a aprovação de três quartos dos 89 membros da CBI.
Não há dúvida de que voltará a se falar da reserva do Atlântico Sul no próximo ano, durante a próxima sessão da CBI, que será realizada no Panamá.

Da France Presse

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reunião internacional sobre caça a baleias reacende debate sobre ações de Japão, Noruega e Islândia




Todos os anos, as imagens impactantes dão a volta ao mundo. Caçadores de baleias cravam os arpões nos mamíferos e eles sangram até a morte. A agonia dura uma hora. Defensores dos animais fazem, há décadas, campanha contra o negócio da carne das baleias. Para o Greenpeace, trata-se simplesmente de uma barbárie. A caça de baleias foi proibida em 1986 por uma moratória, mas três membros da Comissão Baleeira Internacional (CBI), Japão, Noruega e Islândia, se opõem e ignoram a proibição. Desde a última segunda-feira, a CBI realiza sua reunião anual na ilha britânica de Jersey. É praticamente certo que as negociações serão duras, mostra reportagem publicada no "El Mundo".
Quase ninguém consegue entender porque os três países continuam a insistir na custosa e pouco produtiva caça de cetáceos, apesar da forte oposição internacional. O consumo de carne de baleia está em baixa em todo o mundo. As tentativas de Noruega e Islândia de convencer os turistas a consumirem a carne do animal quase não tiveram sucesso. A concentração de substâncias tóxicas, entre elas o mercúrio, é alta. Também no Japão, onde anualmente são capturadas cerca de 800 baleias, no máximo 10% da população come a carne desses gigantes do mar, segundo as estimativas.
Há anos, a Noruega deixou de capturar a quantidade de baleias que tem autorizado. Em 2010, segundo os dados da organização defensora dos animais Pro Wildlife, a cota de captura permitida foi de 1.286 animais, mas apenas um terço dessa cifra foi caçada.
Algo similar ocorre na Islândia, onde anualmente se libera a captura de 150 baleias-comuns e cem baleias-anãs. O óleo de baleia, que no passado era comercializado como substituto do petróleo, praticamente não tem valor algum atualmente.
Ralf Sonntag, diretor na Alemanha do Fundo Internacional para a Proteção de Animais e seu Habitat (IFAW), sustenta que os países baleeiros baseiam suas decisões de continuar caçando em certos princípios. As três nações possuem uma importante tradição de navegação marinha. A Noruega argumenta sobretudo que as baleias dizimam determinadas populações de peixes. O Japão vende a sua caça de baleias como "ciência" mas, segundo o Greenpeace, alimenta os estudantes ou vende nos mercados.
A Islândia, que só em 2006 retomou a caça comercial de baleias, poderia ser o primeiro país a abandonar a captura de cetáceos. A nação, que passa por dificuldades econômicas, quer ingressar na União Europeia e a caça de baleias é um dos maiores obstáculos.
Sonntag navega com o barco de pesquisa "Song of the Whale", tendo partido de Londres em direção a Jersey, para acompanhar a reunião da CBI. O projeto é considerado em todo o mundo um dos laboratórios flutuantes líderes em pesquisas de baleias.
- Demonstramos que o estudo de baleias é possível também sem matar os animais - explicou Oliver Boisseau, responsável pelo trabalho científico a bordo. Os especialistas podem gravar os sons dos cetáceos usando microfones e realizar estimativas sobre o número d espécie dos animais.
Em Jersey, o tema tem um tratamento mais político. Acredita-se que o ponto central da reunião será a discussão sobre um documento que o Reino Unido pretende apresentar na mesa de negociações para estabelecer novas regras para os pagamentos das contribuições da CBI de parte dos países membros.
Os ambientalistas acusam abertamente a todos os países baleeiros, principalmente o Japão, de corrupção.
Ambientalistas acusam abertamente as três nações baleeiras, principalmente o Japão, de corrupção.
- Na última reunião, membros da delegação japonesa esperavam do lado de fora da porta com envelopes na mão - disse Sonntag. - Estes envelopes foram entregues aos embaixadores de países pequenos membros da CBI.
Os britânicos querem que o pagamento da contribuição necessária para ter direito a voto seja por transferência bancária. Atualmente, alguns pequenos países fazem o pagamento em dinheiro.


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