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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar



Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo.
Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.

A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.

Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.
Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?

Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.

Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).

Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.

“A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população”, diz o estudo publicado na revista especializada “Science”.

Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.

A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.

Fonte: Folha


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Esponjas marinhas retêm maior parte de nutrientes do oceano.


As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo um estudo do CSIC (Centro Superior de Pesquisas Científicas), da Espanha, divulgado nesta terça-feira.
O levantamento, coordenado pelo pesquisador Manuel Maldonado, contradiz o que se pensava até o momento, de que a maior parte do silício do ecossistema estava nas diatomáceas do plâncton.
Agora se sabe que a quantidade de silício utilizado pelas microalgas nos sistemas litorâneos poderia ser muito inferior ao que se pensava até agora.
"O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO2 atmosférico, paliando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado.
O cientista ressalta a importância das conclusões obtidas, já que o modelo aceito até agora estabelecia que as diatomáceas eram "os únicos organismos que controlavam biologicamente a passagem do silício pelo oceano".
O estudo, publicado na "Nature Scientific Reports", dá às esponjas um papel muito mais importante, o que contribui para reajustar a visão tradicional, relataram os pesquisadores do CSIC.
Além disso, demonstra que as esponjas capturam silício da água mediante um sistema que não parece ter evoluído nos últimos cem milhões de anos.
Cada esponja pode incorporar silício durante milênios, enquanto as diatomáceas do plâncton "só o acumulam durante alguns dias".



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Estudo afirma que uma em cada dez espécies pode ser extinta até 2100

Pesquisa diz que animais e vegetais já sentem efeitos da mudança do clima.Previsões dos efeitos climáticos e relatos de alterações foram utilizados.


Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, aponta que uma em cada 10 espécies de animais e vegetais poderá ser extinta até 2100 devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com os cientistas, foram examinados efeitos recentes do aquecimento global nesses grupos, comparando ainda com as previsões futuras do fenômeno.
Publicado na revista PNAS, o estudo utilizou a lista vermelha de espécies em risco elaborada pela organização ambiental IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na tradução do inglês), cruzando essas informações com cerca de 200 previsões de efeitos da mudança do clima citadas em estudos elaborados em todo mundo, assim como 130 relatos de alterações que já ocorreram.
Extinto

Com os dados, foi possível prever, por exemplo, que uma planta endêmica chama cañada, encontrada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, tem entre 74% e 83% de probabilidade de desaparecer nos próximos 100 anos, como resultado das secas.
Em Madagascar, uma elevação da temperatura em 2ºC poderá reduzir a quantidade de répteis e anfíbios que vivem nas cadeias de montanhas da ilha. Na Europa, a quantidade de aves encontradas nas florestas boreais sofrerá redução, como a população do Borrelho-ruivo, que tem chance de 97% de desaparecer até 2100.
Ilya Maclean, um dos autores da pesquisa, afirma que as informações servem de alerta para uma ação imediata no combate aos efeitos do aquecimento global.
"Muitas espécies já estão em declínio e podem se tornar extintas se as coisas continuarem como estão. Chegou a hora de pararmos com as incertezas e de encontrarmos desculpas para não agirmos. Nossa pesquisa mostra que os efeitos nocivos das alterações climáticas já estão acontecendo e podem ultrapassar as previsões", disse Maclean.

Fonte: http://g1.globo.com
Fonte: 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Biodiversidade nas regiões tropicais cai 60% em 40 anos


O relatório divulgado hoje, 13 de outubro 2010, pela ONG mundial WWF revelou uma triste ironia: intituladoPlaneta Vivo 2010, o documentou apontou resultados que mostram que o planeta está cada vez “menos vivo”. Segundo o estudo, em menos de 40 anos o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade original e, nas regiões tropicais, a queda foi ainda pior: 60% da fauna e flora original foi perdida. 

As espécies mais afetadas foram as aquáticas: houve queda de 70% nas populações que vivem em água doce, nas áreas tropicais, nas últimas quatro décadas, caracterizando o maior declínio de biodiversidade já registrado na história. 

O ritmo com que a fauna e flora estão diminuindo no planeta – e, principalmente, nas regiões tropicais, consideradas de baixa renda – foi classificado como alarmante pelos ambientalistas, mas não significa que os países ricos estão mais conscientes. Segundo o relatório, se a população mundial vivesse hoje de acordo com os padrões de vida dos EUA, por exemplo, seriam necessários mais de 4 planetas para suprir as necessidades de recursos naturais. Enquanto isso, no Brasil, os dados do estudo revelam que a população está longe de ser um exemplo, mas consome muito menos elementos da fauna e flora: pouco mais de um planeta por ano. 

Sendo assim, a explicação para a queda da biodiversidade ser maior nos países de baixa renda é outra: o consumo das nações mais ricas é baseado, em grande parte, no esgotamento dos recursos de fauna e flora que estão disponíveis nos países mais pobres. Ou seja, eles utilizam em maior escala e todos pagam a conta. Seja como for, se todos nós continuarmos a consumir do jeito que consumimos hoje, o mundo todo precisará de, no mínimo, dois planetas Terra para viver em 2030. 

Para evitar que isso aconteça, a WWF pontuou algumas medidas no relatório que podem auxiliar na diminuição do uso da fauna e flora para suprir as necessidades humanas. Entre elas: 
– políticas de proteção em áreas consideradas importantes para a preservação da biodiversidade; 
– atenção aos hábitos de consumo, privilegiando, por exemplo, artigos sustentáveis e certificados e 
– aperfeiçoamento de mecanismos de monitoramento do uso da biodiversidade, para que as empresas se inibam, cada vez mais, na hora de "abusar" dos recursos naturais disponíveis no planeta. 

íntegra do relatório Planeta Vivo, produzido a cada dois anos com a colaboração da ZSL – Sociedade Zoológica de Londres e da GFN – Global Footprint Network, está disponível pela primeira vez em português. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Você sabe o que é Biodiversidade?