segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hamza - Novo rio subterrâneo na Amazônia pode ser o maior do mundo


Pesquisadores descobriram um curso de água a 4 km de profundidade.
Batizado de Hamza, o rio nasce nos Andes e deságua no Atlântico.




Indícios da existência de um rio subterrâneo, com a mesma extensão do Rio Amazonas,  que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrográfica do mundo, foram divulgados neste mês em um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro.
O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.
O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.
“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.
Características
A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por  Hamza. Ela indica que o rio teria  6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.
“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.
“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.


De uma ponta a outra
Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.
“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.
Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional.
Fonte:
Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Filhote de baleia é encontrado em praia no RS


Animal foi encontrado morto durante a madrugada desta quarta. Instituto afirma se tratar de baleia franca, comum na região.

Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada desta quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa (RS), foi retirado durante a manhã da praia.


Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada de quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa, foi retirado durante a manhã (Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS



Segundo o Instituto Baleia Jubarte, inicialmente a baleia foi identificada como jubarte, mas pesquisadores afirmaram se tratar de uma espécie da baleia franca, mais comum na região.
O animal foi encontrado morto. Ainda não há informações sobre o motivo do encalhe ou a causa da morte do filhote.

Esponjas marinhas retêm maior parte de nutrientes do oceano.


As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo um estudo do CSIC (Centro Superior de Pesquisas Científicas), da Espanha, divulgado nesta terça-feira.
O levantamento, coordenado pelo pesquisador Manuel Maldonado, contradiz o que se pensava até o momento, de que a maior parte do silício do ecossistema estava nas diatomáceas do plâncton.
Agora se sabe que a quantidade de silício utilizado pelas microalgas nos sistemas litorâneos poderia ser muito inferior ao que se pensava até agora.
"O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO2 atmosférico, paliando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado.
O cientista ressalta a importância das conclusões obtidas, já que o modelo aceito até agora estabelecia que as diatomáceas eram "os únicos organismos que controlavam biologicamente a passagem do silício pelo oceano".
O estudo, publicado na "Nature Scientific Reports", dá às esponjas um papel muito mais importante, o que contribui para reajustar a visão tradicional, relataram os pesquisadores do CSIC.
Além disso, demonstra que as esponjas capturam silício da água mediante um sistema que não parece ter evoluído nos últimos cem milhões de anos.
Cada esponja pode incorporar silício durante milênios, enquanto as diatomáceas do plâncton "só o acumulam durante alguns dias".



Bombeiros encontram filhote de baleia morto em praia de Niterói


Segundo a corporação, animal é da espécie Jubarte. Filhote pode ter se perdido da mãe durante uma maré forte.



Bombeiros do Grupamento Marítimo de Itaipu encontraram nesta terça-feira (9), um filhote de baleia morto na Praia de Camboinhas, em Niterói, na Região Metropolitana. As informações foram confirmadas pelo próprio grupamento.
Segundo os bombeiros, o animal, que é da espécie Jubarte, foi examinado por biólogos e em seguida retirado do local por agentes da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói. Os agentes acreditam que o filhote tenha se perdido da mãe durante uma forte maré.
Fonte: G1