sábado, 25 de fevereiro de 2012

Espécie de baleia-bicuda é filmada viva pela primeira vez


Animal é considerado recluso e raramente é visto na superfície. Ele tem um bico parecido com o do golfinho e cores preta e creme.



Uma rara baleia-bicuda-de-Sheperd foi filmada viva pela primeira vez em Portland, na Austrália. A espécie, bastante reclusa, tem as cores preta e creme e bico parecido com o do golfinho. Até 12 animais foram encontrados por pesquisadores da Divisão Australiana da Antártida no mês passado. (Foto: Reuters / Mike Double / Australian Antarctic Division / Handou)

Cientistas na maior conferência científica do mundo afirmam: golfinhos são PESSOAS!

Cientistas sugerem que estes seres são tão brilhantes que devem ser tratados como “pessoas não humanas“. Estudos sobre o comportamente dos golfinhos relevaram a similitude de suas comunicações à dos seres humanos, ultrapassando à dos chimpanzés.
Isto foi respaldado por pesquisas anatômicas que mostram que os cérebros dos golfinhos têm muitas características chaves associadas com uma alta inteligência.
Os pesquisadores sustentam que seus estudos demonstram que é moralmente inaceitável manter estes animais inteligentes em parques de atrações, matá-los para comer, ou que estes tenham que morrer por acidentes de pesca. Cerca de 300 mil baleias, golfinhos e botos morrem desta maneira a cada ano.


- “Muitos dos cérebros dos golfinhos são maiores que o nosso e o segundo em massa -após o cérebro humano- ao ser correlacionados com o tamanho do corpo”, disse Lori Marinho, uma zoóloga da Universidade de Emory em Atlanta, Georgia, que utilizou imagens por ressonância magnética para traçar o cérebro das espécies de golfinhos e compará-los com o dos primatas. “A neuroanatomia sugere uma continuidade psicológica entre os seres humanos e os golfinhos, o qual tem profundos envolvimentos na ética das interações dos humanos com os golfinhos”, acrescentou.
Os estudos mostram como os golfinhos têm personalidades diferentes, um forte senso de si mesmos e podem pensar no futuro.
Também ficou claro que são animais “culturais”, o que significa que novos tipos de comportamentos podem ser rapidamente aprendidos por um golfinho de outro. Em um estudo, Diana Reiss, professora de psicologia no Hunter College, de Nova York, demonstrou que os golfinhos comuns podem se reconhecer em um espelho e inclusive utilizá-lo para inspecionar as diversas partes de seu corpo, uma habilidade que se cria limitada aos seres humanos e aos grandes símios. Em outro estudo, descobriram que os animais em cativeiro também têm a capacidade de aprender uma linguagem rudimentar baseada em símbolos.
Imagem: Internet
Outras pesquisas mostraram que os golfinhos que vivem em cativeiro podem resolver problemas difíceis, enquanto os golfinhos que vivem em estado silvestre cooperam em formas que implicam estruturas sociais complexas e um alto nível de sofisticação emocional. Em um caso recente, ensinaram a um golfinho resgatado de seu habitat a “caminhar sobre o rabo” enquanto recuperava-se de uma lesão durante três semanas em um parque aquático na Austrália. Após ser liberado, os cientistas surpreenderam-se ao ver outros golfinhos silvestres fazendo o mesmo. Obviamente aprenderam com aquele que foi treinado enquanto estava em cativeiro.
Imagem: Michigan State University
Há muitos exemplos similares, como os golfinhos que vivem na Austrália ocidental, os quais aprenderam a cobrir seus focinhos com esponjas para se protegerem na busca de peixes espinhosos que vivem no fundo do oceano. Estas observações, junto com outras que mostram, por exemplo, como os golfinhos cooperam com precisão militar em estratégias para encurralar bancos de peixes que lhes servirão de alimento, estão propondo diversas interrogações a respeito das estruturas do cérebro dos golfinhos.
Imagem: Michigan State University
O tamanho é só um fator. Os pesquisadores descobriram que o tamanho do cérebro varia enormemente -de umas 200 gramas para espécies de cetáceos pequenos, como o golfinho do rio Ganges, a mais de 8 kg para os cachalotes, cujos cérebros são os maiores do planeta. O cérebro humano, ao contrário, varia entre 1 a 1,8 kg, enquanto o cérebro de um chimpanzé pesa ao redor de 350 gramas. Quando se trata de inteligência, no entanto, o tamanho do cérebro é menos importante que seu tamanho em relação ao corpo.
Imagem: Internet
O que Marinho e seus colegas descobriram foi que o córtex cerebral e o neocórtex dos golfinhos são tão grandes que “as relações anatômicas responsáveis pela capacidade cognitiva colocam-nos no mínimo em segundo lugar após o cérebro humano”. Também descobriram que o córtex cerebral dos golfinhos nariz de garrafa, tem as mesmos dobras arrevesadas que estão fortemente vinculadas com a inteligência humana. As dobras aumentam o volume do córtex e a capacidade das células do cérebro para interconectar entre si. “Apesar da evolução ao longo de uma trajetória neuroanatômica diferente dos seres humanos, os cérebros dos cetáceos têm várias características que se correlacionam com a inteligência complexa”, disse Marinho.
Imagem: Internet
Marinho e Reiss, exporão suas conclusões em uma conferência em San Diego, Califórnia, no próximo mês, concluindo que as novas provas sobre a inteligência dos golfinhos torna repugnante os maltratos a este animal. Thomas White, professor de ética da Loyola Marymount University, na Califórnia, quem escreveu uma série de estudos acadêmicos que sugerem que os golfinhos têm direitos, falará na mesma conferência. “A pesquisa científica sugere que os golfinhos são pessoas não humanas que são qualificadas para o status moral de indivíduos”, disse White.
Fonte: Times Online


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tanque de peixe-boi no Inpa (AM) reabilita, preserva e reintroduz espécie



Tanque de peixe-boi no Inpa (AM) reabilita, preserva e reintroduz espécie

Local conta com cerca de 50 peixes-bois, entre machos, fêmeas e filhotes.
Dez animais são entregues à associação todos os anos.

O tratador Carlos alimenta um filhote de peixe-boi(Foto: Tiago Melo/G1 AM)

O tanque de peixe-boi do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga, atualmente, cerca de 50 exemplares da espécie. O local é ponto de visitação de turistas, em Manaus, e também espaço onde eles passam por reabilitação. Três adultos estão em processo de reintrodução ao meio ambiente. "Recebemos todos os anos, cerca de dez filhotes órfãos de peixes-bois, de instituições como o Ibama, o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e da Secretaria de Meio Ambiente", afirmou o diretor da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), Jone Cesar Fernandes Silva. "É assim que tudo começa", completou Jone. A Ampa, organização não governamental, fundada no ano de 2000, com o objetivo de captar recursos para promover ações de proteção e conservação do peixe-boi da Amazônia, também abriga lontras neotropicais, ariranhas, botos vermelhos e tucuxis. De acordo com o diretor da Ampa, os filhotes órfãos geralmente têm suas mães mortas por caçadores. "Antes da lei de 1967, a carne, o óleo e o couro do peixe-boi eram comercializados legalmente. Hoje em dia os caçadores o pegam somente para comer. Há dois tipos de caçadores, o de subsistência e os que comercializam a carne do animal, que é tida pelo provo como uma iguaria", disse Fernandes. Os filhotes chegam à Ampa debilitados pela falta de alimentação correta, no caso, o leite materno. "Fazemos exames, incluímos complexos vitamínicos e isolamos dos demais, aqueles filhotes que chegam enfraquecidos. Após esta primeira etapa de reabilitação, eles são encaminhados a pequenos tanques aquáticos que dividirão com outro filhote de peixe-boi, pelos próximos três anos", informou o diretor. Jone Fernandes explica que cada peixe-boi filhote consome, em média, cerca de 4 litros de leite por dia. "O leite que damos aos bebês é reproduzido artificialmente nos laboratórios da Ampa e foi criado a partir do leite materno da nossa 'mãezona', a Boo. Ela é a mais velha do parque, com 38 anos, e foi a primeira filhote a chegar aqui, ainda no ano de 1974".


Quando na fase juvenil e adulta, os mamíferos aquáticos se alimentam essencialmente de frutas e verduras. De acordo com Fernandes, são digeridos cerca de 600kg de frutas, verduras, legumes e capim, todos os dias pelos 50 peixes-bois que habitam as instalações da Ampa, no Inpa.

Para tratar os animais, a Associação conta com a ajuda de seis tratadores e um veterinário, dedicados exclusivamente ao trato dos dóceis peixes-bois. Dispostos em três tanques, com 350 mil litros cada um, os animais são divididos por machos, fêmeas e os filhotes. "Apesar da calma e doçura da espécie, eles podem se mostrar agitados e nervosos na época de reprodução. Devido à 'super população' que já temos da espécie aqui no Bosque, tivemos de separar os machos das fêmeas", explicou Fernandes.

Reabilitação
O diretor explicou que os animais resgatados passam por um processo de reabilitação, onde serão preparados para voltar à natureza. A primeira tentativa da associação foi em 2008, quando foram devolvidos dois machos adultos ao habitat natural. "Usamos o sistema de radiotelemetria, que consiste em plugar um transmissor na cauda do animal e acompanhar seu trajeto via radar. Infelizmente, não fomos felizes em nossa primeira tentativa. Um deles morreu encalhado devido à seca dos rios e o radar do outro se soltou e nós perdemos seu sinal", afirmou o diretor da Ampa.

Para que o mesmo erro não aconteça, novas medidas foram tomadas para garantir a reintrodução segura do animal ao meio natural. "Temos um lago semi natural de 13 hectares para onde os peixes-bois são levados depois do período de reabilitação no Bosque. Desde novembro de 2011 que temos três adultos, dois machos e uma fêmea, em fase de adaptação no lago. Eles passarão de seis meses a um ano, dependendo de seu desenvolvimento, e no futuro tentaremos uma nova reintrodução na natureza", finalizou Fernandes.


Tartarugas são 'flagradas' durante processo de reprodução no Sri Lanka



Tartarugas são 'flagradas' durante processo de reprodução no Sri Lanka

Registro de fotógrafa foi feito durante expedição que buscava baleias. Tartarugas-oliva estão em perigo, segundo a IUCN.



Durante expedição feita na região marítima do Sri Lanka no último fim de semana, pesquisadores registraram o acasalamento de duas tartarugas-oliva (Lepidochelys olivacea). Considerada uma das menores espécies marítimas – chega a medir 60 centímetros – o animal ganhou este nome devido à cor oliva. De acordo com a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), a tartaruga já está em perigo devido à caça e pode ser encontrada em várias regiões do planeta. (Foto: Ishara Kodikara/AFP)