quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Filhote de baleia é encontrado em praia no RS


Animal foi encontrado morto durante a madrugada desta quarta. Instituto afirma se tratar de baleia franca, comum na região.

Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada desta quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa (RS), foi retirado durante a manhã da praia.


Um filhote de baleia franca encontrado na madrugada de quarta-feira (10) na praia Guarani, zona norte de Capão da Canoa, foi retirado durante a manhã (Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS



Segundo o Instituto Baleia Jubarte, inicialmente a baleia foi identificada como jubarte, mas pesquisadores afirmaram se tratar de uma espécie da baleia franca, mais comum na região.
O animal foi encontrado morto. Ainda não há informações sobre o motivo do encalhe ou a causa da morte do filhote.

Esponjas marinhas retêm maior parte de nutrientes do oceano.


As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo um estudo do CSIC (Centro Superior de Pesquisas Científicas), da Espanha, divulgado nesta terça-feira.
O levantamento, coordenado pelo pesquisador Manuel Maldonado, contradiz o que se pensava até o momento, de que a maior parte do silício do ecossistema estava nas diatomáceas do plâncton.
Agora se sabe que a quantidade de silício utilizado pelas microalgas nos sistemas litorâneos poderia ser muito inferior ao que se pensava até agora.
"O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO2 atmosférico, paliando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado.
O cientista ressalta a importância das conclusões obtidas, já que o modelo aceito até agora estabelecia que as diatomáceas eram "os únicos organismos que controlavam biologicamente a passagem do silício pelo oceano".
O estudo, publicado na "Nature Scientific Reports", dá às esponjas um papel muito mais importante, o que contribui para reajustar a visão tradicional, relataram os pesquisadores do CSIC.
Além disso, demonstra que as esponjas capturam silício da água mediante um sistema que não parece ter evoluído nos últimos cem milhões de anos.
Cada esponja pode incorporar silício durante milênios, enquanto as diatomáceas do plâncton "só o acumulam durante alguns dias".



Bombeiros encontram filhote de baleia morto em praia de Niterói


Segundo a corporação, animal é da espécie Jubarte. Filhote pode ter se perdido da mãe durante uma maré forte.



Bombeiros do Grupamento Marítimo de Itaipu encontraram nesta terça-feira (9), um filhote de baleia morto na Praia de Camboinhas, em Niterói, na Região Metropolitana. As informações foram confirmadas pelo próprio grupamento.
Segundo os bombeiros, o animal, que é da espécie Jubarte, foi examinado por biólogos e em seguida retirado do local por agentes da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói. Os agentes acreditam que o filhote tenha se perdido da mãe durante uma forte maré.
Fonte: G1

sábado, 6 de agosto de 2011

Pirarucu 'de estimação' pesa quase 300 quilos em Mato Grosso


Para carregar peixe gigante foram necessários sete homens. Criação do peixe na bacia do Alto Paraguai está proibida desde 2008.


Há mais de uma década, Anselmo Peron cria pirarucus em cativeiro no município de Nortelândia, a 254km de Cuiabá. No meio de milhares de animais da espécie, um deles chama atenção. O primeiro peixe da criação de Anselmo começou a ser cultivado com 5 cm, possui hoje aproximadamente 2,5m e quase 300 quilos, segundo o piscicultor. O pirarucu se difere dos demais animais da espécie, que têm em média 2 metros e costumam chegar a até 250 quilos.
Para retirar o peixe gigantesco da represa e levá-lo até outro lago foram necessários sete homens. Eles utilizaram uma rede para tentar diminuir o espaço livre para o peixe nadar, mas ainda assim a tarefa não foi muito fácil. "É um peixe de estimação que tenho. Não vendo, não dou, não empresto. É um peixe para a população ver e admirar", disse Peron.
O pirarucu é o maior peixe de escama de água doce do mundo e exclusivo da Bacia Amazônica. Apesar de ser uma espécie resistente, os ninhos formados durante a seca ficam expostos e tornam o peixe bastante vulnerável à ação dos pescadores.
Desde 2008, uma lei estadual proíbe o cultivo de pirarucu na região da bacia do Alto Paraguai. Mas Anselmo tem autorização, que foi tirada antes da determinação, e por isso pode manter seu cultivo no estado.

O diretor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alvino de Oliveira Filho, explica que a proibição se deve ao plano de controle da Bacia do Alto Paraguai, que proíbe a criação de peixes naturais de outras bacias hidrográficas na região, os chamados peixes alóctones. “O pirarucu é da Bacia Amazônica e portanto se enquadra como espécie alóctone à Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai”.
De acordo com a bióloga especialista em aquicultura, Divina Sueide de Godei, o cultivo do pirarucu fora do seu habitat natural não é tão simples. “Deve-se ter todo um tratamento, toda quantidade de ração adequada, com a quantidade de proteínas necessárias para a desova. A água tem que estar no pH ideal, temperatura ideal. Tudo isso é fator determinante na reprodução do peixe”.
Fonte: g1