terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um cardume de 420 tubarões-baleia avistado na península de Yucatán no sudeste do México


Um cardume de 420 tubarões-baleia avistado na península de Yucatán, no sudeste do México, em 2009, é a maior concentração da espécie já registrada, de acordo com um estudo.
Os tubarões-baleia são os maiores e mais pesados peixes do mundo – podem chegar a 12 metros de comprimento – e geralmente viajam sozinhos em busca de plânctons e pequenas presas, com as quais se alimentam.


No entanto, um número impressionante destes animais foi visto na costa leste de Yucatán, alimentando-se de ovos recém-colocados do peixe Bonito Pintado, abundante na região.
"Ver um grupo tão grande em um só lugar foi fenomenal – chegamos ao ponto em que não era possível navegar o barco pela água sem se preocupar com os peixes. Foi impressionante", disse Mike Maslanka, chefe do Departamento de Ciências da Nutrição do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, nos Estados Unidos, e co-autor do estudo.
Os tubarões foram capturados em imagens aéreas e se espalhavam, em elipse, por uma área de 18 quilômetros quadrados.
Mergulhadores também fotografaram os animais de perto, enquanto eles se alimentavam.
"Você não percebe quão grandes eles são até nadar ao lado deles", disse Maslanka.
Segundo o estudo, a reunião pode mostrar uma mudança nos hábitos dos animais, que costumam aparecer em menor número ao norte da península, onde a água tem mais plâncton.
A pesquisa, divulgada na publicação científica PLoS One, reuniu organizações conservacionistas do México e dos Estados Unidos.
A União Internacional pela Conservação da Natureza classificou o tubarão-baleia como espécie "vulnerável", em 2010.



Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br



Viola, também conhecido como raia-viola ou cação-viola.


Imagino que a imensa maioria não tenha ciência de que o filé de Viola que de forma comum se come em restaurantes (ao molho de camarão ou à doré, pratos mais consumidos) ou é comprado em feiras públicas e supermercados, é uma espécie em extinção.

Viola, também conhecido como raia-viola ou cação-viola, (Rhinobatus horkelli, espécie mais capturada), enquadra-se no grupo dos elasmobrânquios (tubarões e raias) que são peixes cartilagionosos ameaçados de extinção.

Ela está presente da costa do Rio de Janeiro até o Mar Del Plata, no Uruguai, onde é capturada pela pesca de arrasto de camarão e de parelha industrial e artesanal. Como agravante as fêmeas grávidas são pescadas em águas com mais de 20 m de profundidade, no local onde se concentram durante o verão para dar a luz a seus filhotes, que ali formam espécies de berçários. Assim fica proibida a comercialização dessas cinco espécies em todo o território nacional (Instrução Normativa- IN do Ministério do Meio Ambiente-MMA, No 5/2004 - IBAMA).

A conduta para quem comercializa esta espécie está tipificada no inciso III e no caput do art. 34 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) -\"Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: III -transporta, comercializa, beneficia ou industrializa espécimes provenientes da coleta, apanha e pesca proibidas\".
Muitas das vezes, os restaurantes e peixarias vendem a espécie cação-anjo como sendo filé de viola ao consumidor e estão incorrendo no mesmo crime, pois o cação-anjo também é considerada uma espécie em extinção, segundo a mesma instrução normativa nº.05/2004 do IBAMA.

Desta forma, gostaria de solicitar aos amigos em nome da preservação da espécie e do meio ambiente, que esta carne não fosse mais consumida ou comprada e que divulgassem esta informação aos demais amigos.

Att, 
Luiz Albuquerque
Sea Shepherd - Núcleo RJ


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Baleias misteriosas ficam em silêncio em águas rasas para evitar predadores


Cientistas que pesquisam as misteriosas baleias de bico de Blainville publicaram um estudo no qual concluem que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.

                                       Baleias usam silêncio para evitar predadores (Foto: NOAA)

A pesquisa, publicada na revista científicaMarine Mammal Science, é uma das primeiras a registrar como essas baleias se comunicam.
Os pesquisadores também gravaram sons produzidos pelas baleias quando nadam em grandes profundidades.

Enigmática
A espécie Mesoplodon densirostris tende a habitar regiões profundas dos oceanos, formando grupos pequenos, que não ultrapassam dez indivíduos.
Além do bico característico, ela possui dentes, alcança até cinco metros de comprimento e pesa, quando adulta, cerca de 800 kg.
Tímidos e discretos, esses cetáceos (ordem dos mamíferos formada por animais adaptados à vida aquática) evitam embarcações, o que dificulta seu estudo e lhes dá um caráter enigmático.

Estudo
A pesquisadora Natacha Aguilar, da Universidade de La Laguna, em Tenerife (Espanha), e seus colegas da Woods Hole Oceanographic Institution, em Massachusetts (EUA), e da Universidade Aarhus, na Dinamarca, conectaram dispositivos de escuta em oito baleias de bico de Blainville.
Os animais foram monitorados durante 102 horas.
Os aparelhos gravaram sons produzidos pelas baleias quando vinham à tona para respirar e nadavam próximo da superfície, e também quando os mamíferos mergulhavam em profundidades de até 900 metros.
Os resultados mostraram que a espécie fica silenciosa quando nada a profundidades de cerca de 170 metros.
As baleias também permanecem silenciosas quando estão subindo à tona após seus mergulhos - uma jornada que pode levar até 19 minutos.
A equipe acredita que este comportamento tenha a função de evitar que as baleias sejam detectadas por seu predador, as temidas orcas (Orcinus orca), também conhecidas como “baleias assassinas”.
As orcas tendem a circular em águas rasas e se alimentam de várias espécies de baleias.
Ao se "esconder" dessa maneira, a baleia de bico de Blainville adotaria uma estratégia efetiva de evitar sua predadora, já que a espécie não é capaz de nadar mais rápido do que a orca e não possui outras defesas contra ela.
Ainda assim, o comportamento surpreendeu os cientistas, que imaginavam que os animais continuariam em contato para manter seus vínculos sociais, especialmente porque tendem a nadar em grupos coesos.
"Para um grupo que vive em sociedades tão coesas e coordena suas atividades, ficar em silêncio perto da superfície é um comportamento inesperado que contrasta bastante com o de outras baleias dentadas", afirmaram os pesquisadores em seu artigo.
Sons
Quando nadavam a mais de 450 metros de profundidade, as baleias emitiam diversos tipos de sons que permitiam não apenas que se comunicassem, mas que também se orientassem no espaço e procurassem suas presas, afirma a pesquisa.
Segundo os cientistas, alguns dos sons registrados - que eles descrevem como apitos e uma série de sons estridentes - nunca haviam sido gravados antes.
A equipe acredita que os sons em série tenham o papel de coordenar os movimentos dos membros do grupo à medida que se dispersa no final do mergulho, para caçar.

Fonte: BBC

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Entenda o porque dos ataques de tubarões em Recife - Pernambuco


Cerca de 50 ataques de tubarão nos últimos 12 anos ocorreram na capital de Pernambuco. A maioria foi feita pelo tubarão cabeça-chata, mas também há registros de ataques do tubarão-tigre. O que nos leva a perguntar: por que isso está acontecendo em Recife? 

O fato é que as espécies de tubarão que vivem perto da praia e que antes tinham comida à disposição agora não têm mais tanto alimento assim. Segundo os cientistas, isso aconteceu provavelmente por conta da construção do Porto de Suape. "Durante as obras, foi preciso destruir mangues e rios das redondezas", explica Otto Bismarck Gadig, professor da Universidade Estadual Paulista e especialista em tubarões. "Isso afetou o ecossistema de tal jeito que esses animais ficaram sem muita comida disponível e, também, sem lugar para ter seus filhotes."

Como nós, seres humanos, não fazemos parte da alimentação dos tubarões, os cientistas levantam duas hipóteses -- ainda não comprovadas -- para explicar os ataques registrados na capital de Pernambuco. "Imagina-se que, por terem dificuldade em encontrar comida, os tubarões possam estar atacando pessoas como uma nova opção de alimento", conta Otto Bismarck Gadig. "Outra explicação dada sugere que os tubarões atacam o homem porque o confundem com suas presas: peixes grandes, tartarugas marinhas, raias, focas etc. Isso, no entanto, também não está provado."
Em Recife, os ataques costumam ocorrer em um trecho de poucos quilômetros próximo ao porto de Suape. No entanto, você sabia que em muitos outros locais tubarões e seres humanos convivem harmoniosamente? Pois é! Quando o meio ambiente não sofre agressões e está equilibrado, os ataques não acontecem. 

"Em Recife, ocorre justamente o contrário: a natureza foi alterada e a vida marinha ficou escassa, sem muitos alimentos para os poucos grandes tubarões que nadam ali", explica Otto Bismarck Gadig. Na capital de Pernambuco, também há muita gente, o que aumenta a chance de uma delas ser atacada por um peixe desse tipo faminto.Entender as causas dos ataques de tubarão em Recife serve para mostrar que, nessa história, eles não são os grandes vilões. O aumento do número de casos não quer dizer que aumentou o número de indivíduos, portanto, matar os peixes não solucionaria o problema. É preciso mudar o modo como o homem vem lidando com a natureza para que banhistas, surfistas e tubarões possam aproveitar o mar tranqüilamente!

Tubarão cabeça-chata 
Nome científico: Carcharhinus leucas. 
Características: Tem o corpo cinza, a barriga branca e possui um focinho pequeno e largo. Mede até 3,5 metros. Sua primeira nadadeira dorsal é muito maior e mais pontuda do que a segunda.Hábitat: É encontrado perto da costa, mas vive tanto no mar quanto em águas doces. Esses animais já foram vistos até no Rio Amazonas. Alimentação: Come tartarugas marinhas, golfinhos e peixes, inclusive outros tubarões.

Tubarão tigre
Nome científico: Galeocerdo cuvieri.
Características: Pode atingir nove metros. Tem o corpo cinza, mas, quando filhote, seu corpo é coberto por manchas negras, por isso, é chamado popularmente de tubarão-tigre. É considerada uma das espécies mais agressivas. 
Hábitat: Vive em oceanos nas regiões temperadas e tropicais, tanto perto da costa quanto no mar aberto. Essa espécie é encontrada próximo de recifes de coral, baías e desembocaduras de rios. Alimentação: Come de tudo! Alimenta-se de peixes, tartarugas, caranguejos, moluscos, mamíferos, répteis. Para você ter uma idéia, já foram encontradas garrafas de plástico e latas de alumínio na barriga de um tubarão desse tipo!