sábado, 4 de setembro de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos





Não sei se você está por dentro dessa história de Política Nacional de Resíduos Sólidos mas isso deve mudar consideravelmente sua relação com o lixo que você produz e inclusive sua responsabilidade por ele.
A PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) é um amplo guardachuva que vem para estabelecer em nível nacional, os parâmetros para gestão dos resíduos gerados no país. Nesse contexto existe um ponto denominado responsabilidade compartilhada, que é exatamente a divisão da parte que lhe cabe nessa história toda. 
A responsabilidade compartilhada atribui obrigações a fabricantes, distribuidores, governo e consumidores, visando a viabilidade da reciclagem ou do reaproveitamento dos materiais.
Um ponto muito interessante e fundamental nessa nova Política é a questão da logística reversa. Trata-se do caminho de volta dos produtos depois que eles passam a ser considerados resíduos, ou seja, no pós consumo.
É interessante imaginar o cenário do descarte de materiais a partir da implantação da logística reversa. 
Hoje em dia, o que fazemos quando temos um ítem como uma geladeira para jogar fora? 
Obviamente uma geladeira não cabe na lixeira da sua casa e nem tampouco consigo engolir a imagem de uma geladeira sendo esmagada na parte de trás de um desses caminhões que realiza a coleta de lixo.
O que fazemos geralmente é colocar pra fora e ver o que acontece. 
Provavelmente algum catador de materiais passará com o seu carrinho e levará a sua geladeira para uma sucataria, onde ela será desmontada e vendida por partes para ser reciclada.
É mais ou menos esse o processo que vai ser estabelecido. Resíduos especificos como eletrodomésticos de grande porte, como a sua geladeira ou o seu fogão, terão um atendimento especial dos fabricantes. Provavelmente haverá um call center onde você poderá agendar a retirada de seu equipamento inservível, que então será encaminhado para reciclagem.
Outros itens comuns do dia a dia, como garrafas, latas e embalagens normais não receberão um tratamento tão exclusivo. Para estes deverá ser montado um esquema mais parecido com o a coleta seletiva normal. Mas será sua responsabilidade cooperar com o descarte adequado, facilitando o processo e gerando possibilidades a partir de um trabalho bem feito.
Com certeza você ouvirá falar mais de lixo daqui pra frente e se envolverá mais ainda com o que sai da sua casa.
Fique de olho e se prepare para a revolução do lixo que está por vir.
@eco_netto

Cientistas pedem que casco da tartaruga-de-pente não seja comercializado




É comum o uso da carapaça da tartaruga para fabricar colares e outros artesanatos vendidos a turistas


Tartaruga-de-pente é uma espécie que se encontra em estado crítico de desaparecimento.
Panamá - Cientistas reunidos no Panamá exortaram os países do mundo a se abster de usar a tartaruga-de-pente para obter produtos comerciais, pois a espécie se encontra em estado crítico de desaparecimento.
"Pedimos aos países que não utilizem o produto da tartaruga-de-pente para a comercialização interna", disse Verónica Cáceres, secretária 'pro tempore' da Convenção Interamericana para a Proteção e a Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT) que, durante três dias, reuniu cientistas de 15 países no Panamá.
É comum, sobretudo na América Central e no Caribe, o uso da carapaça da tartaruga por parte de moradores da costa e empresas turísticas para fabricar colares e outros artesanatos vendidos a turistas, o que provoca a caça indiscriminada do animal.
"Pensamos que os mesmos produtos que estão se utilizando da tartaruga-de-pente poderiam ser feitos de algum outro tipo de material", disse Cáceres à AFP.
Das seis espécies de tartarugas marinhas que vivem nas águas do continente americano (oliva, tartaruga-de-couro, cabeçuda, tartaruga-de-pente e a tartaruga de Kemp), todas correm risco de extinção, mas a tartaruga-de-couro, a tartaruga-verde e a tartaruga-de-pente estão em situação mais crítica, segundo os cientistas.
Por isso, a Convenção tentará incorporar Nicarágua e El Salvador e países do Caribe insular, como Cuba, Haiti, República Dominicana e Trinidad e Tobago para "harmonizar" políticas comuns na região, que tornem mais eficaz a proteção de uma espécie que pode fazer seu ninho em uma praia do México, e buscar alimento nas águas do Chile ou da Argentina.
Cáceres assegurou que, apesar da crítica situação das tartarugas, na costa pacífica da Nicarágua e de El Salvador estão se reportando maiores nidificações da tartaruga-de-pente, assim como no México e na Costa Rica, das varidades conhecidas como oliva e verde.
A CIT entrou em vigor em 2001 como um tratado intergovernamental, ao qual pertencem Brasil, Argentina, Antilhas Holandesas, Belize, Chile, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Panamá, Peru, México, Uruguai e Venezuela.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mar de sangue marca início da temporada de caça aos golfinhos no Japão.





Instituto Sea Shepherd divulgou nesta quinta-feira, 2 de setembro, uma imagem de um grupo de pescadores de Taiji, no Japão, pescando golfinhos na costa do país. 
O destaque fica por conta da cor do mar, que ficou vermelho por causa do sangue dos animais.
O início de setembro é marcado pela abertura da temporada de caça aos golfinhos na pequena cidade japonesa. Todos os anos, cerca de dois mil golfinhos são capturados pelos pescadores e vendidos para parques turísticos para serem expostos em espetáculos com animais marinhos ou mortos para serem consumidos.

Segundo os cerca de 3,5 mil habitantes, a prática centenária faz parte da cultura pesqueira local, já que a região não é apta ao cultivo do arroz, principal produto da agricultura do país.

Petição e protestos
Mas alguns defensores dos animais não enxergam o fenômeno com a mesma naturalidade. Tanto que uma petição com 1,7 milhões de assinaturas de pessoas de 150 países foi entregue à embaixada dos Estados Unidos pedindo o fim da prática.

O documento foi organizado pelo realizador do documentário The Cove – A Baía da Vergonha, Ric O'Barry. 
O vencedor do Oscar pede a intervenção de Barack Obama no caso.
“Estamos aqui para pedir ao Presidente Obama para agir e pedir ao Governo japonês para parar este massacre anual, brutal e anacrónico de golfinhos”, disse O’Barry, antigo treinador de mamíferos marinhos para a famosa série “Flipper”.

O ativista, que está no Japão com ambientalistas americanos, canadianos e australianos, explicou que renunciou visitar Taiji depois de ter recebido ameaças de grupos nacionalistas nipônicos. “A polícia preveniu-me que se fosse iria haver violência”, salientou.
Em Março, o Oscar para “The Cove” provocou a ira da população de Taiji que criticou de “hipocrisia” os ocidentais, que se emocionam com os golfinhos, mas depois massacram vacas e porcos nos matadouros.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Catástrofes mostram necessidade gritante de ação climática, diz ONU


Depois de fiasco em Copenhague, expectativas de acordo são baixas.
Mundo não adotou compromisso formal de redução de emissões de CO2.


A nova chefe do clima na ONU, Christiana Figueres, alertou nesta quinta-feira (2/09/2010) que a série de calamidades climáticas demonstram a urgência de se chegar a um acordo revolucionário sobre o aquecimento global ainda neste ano.
A ciência irá demonstrar se e como estes eventos estão relacionados com as mudanças climáticas causadas pelas emissões de gases-estufa pela humanidade, mas o ponto é claro: não temos condições de enfrentar uma escalada de desastres deste tipo"
Christiana Figueres
Falando antes de uma rodada de conversações com 40 países sobre finanças, um tema que tem contribuído para paralisar as negociações climáticas na ONU, Figueres disse que as enchentes no Paquistão, os incêndios na Rússia e outros desastres ambientais são um chocante sinal de alerta.
"As notícias demonstram que um futuro de desastres climáticos intensos e globais não é o futuro que nós desejamos", disse à imprensa Figueres, recém-indicada para chefiar a secretaria-executiva da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).
"A ciência irá demonstrar se e como estes eventos estão relacionados com as mudanças climáticas causadas pelas emissões de gases-estufa pela humanidade, mas o ponto é claro: não temos condições de enfrentar uma escalada de desastres deste tipo", acrescentou.
As conversações em Genebra, que se estendem até sexta-feira, reúnem mais de 40 países em nível ministerial, inclusive economias avançadas, grandes emergentes e países representativos de nações pobres.
O objetivo é estabelecer um "diálogo" nas linhas gerais de como arrecadar 100 bilhões de dólares ao ano até 2020.
As muitas questões incluem os recursos para este fundo, o papel dos setores público e privado e como o dinheiro seria administrado.
Sobre a mesa também está a questão de como implementar de forma rápida recursos de 30 bilhões de dólares nos próximos três anos.
As duas são promessas chave feitas pelos países ricos na Cúpula do Clima de Copenhague, em dezembro passado, um evento que esteve à beira da catástrofe por causa de disputas e trocas de acusações.
Hoje, a desconfiança impera, especialmente entre os países em desenvolvimento, em vista das poucas premissas sólidas acertadas no encontro na capital dinamarquesa.
"Ficaremos muito satisfeitos com o encontro (em Cancún) se ele começar a dar sinais de confiança, de um entendimento comum dos desafios.... Das questões importantes; isto seria um enorme avanço", afirmou o negociador suíço Franz Perrez.
Os países em desenvolvimento, em particular, querem garantias de que os 30 bilhões de dólares do financiamento de curto prazo virão de novas fontes e não serão retiradas da ajuda ao desenvolvimento ou de orçamentos já existentes, explicou o conselheiro político da organização não-governamental Oxfam, Romain Benicchio.
Figueres pediu aos governos que concordem em "quatro ou cinco" grandes suportes durante as conversações climáticas da UNFCCC previstas para o fim do ano, em Cancún, e que servirão de plataforma para um pacto global sobre o clima a partir de 2012.
Uma das questões para debate em Cancún será o financiamento.
Estima-se que sejam necessários centenas de bilhões de dólares para evitar futuras emissões de gases-estufa de países emergentes, e para ajudar as nações pobres a enfrentar a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, como seca, cheias, tempestades e elevação do nível dos mares.
Suíça e México, que partilham a organização do envento, insistiram que as conversações em Genebra não constituem um encontro de uma elite.
Ao contrário, afirmaram, seu resultado alimentará o processo no âmbito da ONU, o único meio válido, apesar de seus muitos problemas, para se tratar da ameaça das mudanças climáticas.
O próximo fórum da Convenção-quadro, integrada por 194 países, está prevista para outubro, em Tianjin, na China, antes da Cúpula de Cancún, prevista para 29 de novembro a 10 de dezembro.
Depois do traumático resultado da COP-15, em Copenhague, as expectativas estão baixas.
Na melhor das hipóteses, afirmam especialistas, Cancún terminará com um bom avanço nas questões chave, mas o mundo precisará esperar outro ano até que esteja pronto o esboço de um tratado.
Se tudo correr bem, o acordo entrará em vigor após 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto - atual documento de compromissos da UNFCC -, estabelecendo uma nova diretriz para reduzir as emissões de gases-estufa de origem antropogênica - provocada pelo homem - e para se estabelecer o apoio financeiro necessário para cumprir este objetivo.